Entre junho e julho, a cotação do combustível recuou de R$ 1,73 para R$ 1,65 − decréscimo de quase 5%, conforme pesquisa feita pelo Correio do Estado, em 38 postos de revenda na Capital.
O valor deixa ainda mais atrativa a opção, pois representa 65% da atual média da gasolina, que subiu R$ 0,05 no último mês, atingindo R$ 2,55 o litro. Para ser vantajoso, o etanol precisa representar menos de 70% do valor do derivado do petróleo.
E em alguns postos de Campo Grande ainda é possível fazer maior economia ao encher o tanque do veículo, pois há locais que hoje vendem o combustível a R$ 1,51 o litro. Entre os mais caros o valor máximo é de R$ 1,79 − diferença de R$ 0,28. Num tanque de 40 litros isso representaria R$ 11,20 a mais ou quase sete litros e meio a menos no reservatório.
Segundo o diretor técnico do Sindicato do Comércio Varejista de Petróleo e Lubrificantes (Sinpetro-MS), Alfredo Antônio Barros, a baixa ocorreu por conta do pico da produção de etanol no País, que fez crescer os estoques nas usinas e baixar os preços nas bombas pela lei de oferta e demanda. Porém, mais barato do que está dificilmente poderá ficar, pois o prognóstico para as próximas semanas é de estabilidade e até mesmo altas pontuais.
"Nesta semana, eu mesmo já recebi da distribuidora no posto, álcool R$ 0,04 mais caro o litro. Isso é contraditório, já que estamos em plena safra, mas tudo depende dos estoques nas usinas. Há revendedoras passando ao consumidor álcool até R$ 0,10 mais barato por ter comprado em queima de estoque de usina com grande produção", explica.
Mais baixo
O etanol de Campo Grande não ficou apenas mais barato no último mês, também revelou ser a menor cotação de todo Mato Grosso do Sul. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que a Capital ocupa o primeiro lugar no ranking de preços médios mais baixos do Estado, seguido de Nova Andradina, Dourados e Três Lagoas. Fonte: Correio do Estado